Tratamento: por que vale a pena vencer a maratona de terapias

 

 

Nas salas de espera dos vários consultórios de terapia ocupacional, fonoaudiologia, psicologia, psicomotricidade, fisioterapia e nas academias de natação em que já passamos com a Alice, percebemos que não estamos sozinhos nessa jornada pela melhoria da qualidade de vida das nossas crianças autistas. Percebemos, também, as carinhas cansadas e preocupadas de quem os acompanha.

 

As sessões duram em média 40 minutos, e como são cansativas – para nós, pais, e para os pequenos. Cansativas porque as terapias não podem ser interrompidas e porque, muito raramente, os profissionais atendem no mesmo lugar. É um vai e vem desgastante, de encaixe sem fim de horários e dias.

 

Até os três anos, nossa Alice tinha uma agenda cheia. Creche em período integral, fono, psicóloga, terapia ocupacional, natação e fisioterapia, divididas nos cinco dias da semana, à noite. Imaginem... não me aguentava em pé, meu rendimento no trabalho caiu, meu casamento ficou levemente de lado e a Alice, esgotada.

 

A confiança no seu neuropediatra é tudo. Conversamos e fechamos o que a Alice realmente precisaria para aquele momento: uma agenda mais enxuta e uma vida de criança. As terapias foram reduzidas para duas vezes na semana, focadas em sessões de fono e terapia ocupacional, além da natação, para relaxar (ela adora!).

 

 

Parar, jamais! Mas vale muito a pena “sentir” a criança, perceber o seu rendimento, o seu cansaço. Nesses quase seis anos o que aprendemos é que:

 

  • Se as terapias não estão dando certo, troque!

 

  • Se a criança chora toda vez que tem que ir? Avalie!

 

  • Não insista naquilo que o teu coração te diz que não está legal. Intuição é tudo. E sensibilidade é uma virtude que se aprende a seguir com primazia quando o autismo adentra a sua casa.

 

Ah! Lembre-se de que seu filho é uma criança! Como diz a neuropediatra da Alice: “a sua casa é a sua casa, não é uma clínica”.

 

 

Esse texto foi escrito pela Mariliza Souza, mãe da Alice, esposa do Rômulo Jacques e uma apaixonada pelos detalhes da vida.

 


No vídeo abaixo, a terapeuta ocupacional Ana Carolina Roma e a fonoaudióloga Marcela Alves falam um pouco mais sobre a importância das terapias para a criança autista. Vale muito a pena CLICAR E ASSISTIR!

 

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