Banco de Leite Humano: por que é importante ter um na sua cidade

“Eu tinha tanto leite, que amamentava a minha filha e jogava o excedente fora”, relembra Simone Brites 24 anos após a primeira gravidez. Comportamento que mudou nas próximas três gestações, após descobrir que a cidade onde morava (Cachoeiro de Itapemirim - ES), tinha Banco de Leite Humano. Simone passou, então, a doar 1 litro de leite por dia. Uma das filhas dela chegou a se beneficiar do Banco de Leite quando ficou internada na UTI. O que fez Simone ter ainda mais certeza da importância do ato de doar.

 

“Eu achava emocionante contribuir para a saúde dos bebês. Também era muito gratificante quando uma mãe em dificuldade para amamentar agradecia pelas doações”, conta Simone.

 

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Simone Brites, que doava um litro de leite por dia

 

Mães unidas por um Banco de Leite Humano

 

Aline Oliveira passou por situação semelhante à de Simone. Tinha tanto leite que precisava descartar. Já Lívia Sá experimentou o oposto: não conseguiu amamentar o bebê nos primeiros dias de vida porque ele ficou na UTI. O resultado dessas vivências foi a ideia de criar um Banco de Leite Humano em Macaé, onde Aline e Lívia moram.

 

“O leite materno é uma espécie de “ouro branco”. Por isso, ter um Banco de Leite aqui significa contribuir para a saúde dos bebês e garantir às mães acesso gratuito às orientações sobre o processo de amamentação, esclarecem Lívia Sá e Aline Oliveira. 

 

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Da esquerda para a direita, as mães Aline Oliveira e Lívia Sá

Caminhada de mobilização

 

O criação do Banco de Leite Humano em Macaé o já foi aprovada na Conferência Municipal de Saúde de 2017. Além disso, após mobilização popular, a Câmara Municipal de Macaé aprovou orçamento para a construção do Banco de Leite. Mas ele ainda não saiu do papel. Por isso, foi iniciada a campanha “Amor Líquido” que realizará uma caminhada no próximo dia 19/08. A concentração será às 8h no posto 1 da praia dos Cavaleiros.

 

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Banco de Leite Humano: como funciona

 

Não há alimento mais recomendado para o bebê do que o leite materno. Além de suprir as necessidades nutricionais da criança, ele também ajuda na formação do sistema imunológico, na prevenção alergias e intolerâncias, entre outras vantagens. Para as mães que não conseguem amamentar, uma alternativa é recorrer ao Banco de Leite Humano (BLH): iniciativa pública vinculada a hospitais infantis e maternidades. Os Bancos de Leite são responsáveis por promover o aleitamento materno, executar atividades de coleta, controle de qualidade, pasteurização e distribuição, explica o Ministério da Saúde. Ainda, segundo o Ministério, 1 litro de leite humano doado pode alimentar até 10 bebês internados.

 

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Confira no vídeo abaixo como funciona o processo de coleta e avaliação dos bancos de leite.

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