Birra: oportunidade de aprendizagem para pais e filhos

Difícil encontrar um pai ou mãe que nunca se deparou com a birra do filho. O meu marido e eu já enfrentamos várias. A pior aconteceu num shopping quando Pedro, meu filho de quatro anos, tinha dois de idade. Foi aquela cena de cinema: choro nas alturas por causa de uma bola, corpo jogado no chão e aquele escândalo capaz de despertar a atenção de quem passava ao redor.

 

birra

 

Na época, a nossa conduta foi levar Pedro para o carro na tentativa de acalmá-lo. Não adiantou e fomos embora sem fazer o que precisávamos. Hoje, percebo os erros que cometemos.

 

  • Pedro estava cansado porque voltava de um aniversário;
  • Não demos atenção ao fato de ele não querer estar ali;
  • Diante desse cenário, o primeiro desejo não atendido serviu de gatilho para exacerbar irritação.

 

Depois dessa experiência, deixo a seguinte dica: evite situações que possam tirar a criança do eixo. Se não puder, previna o confronto distraindo a atenção dela para outro foco.

 

A BIRRA DO MEU FILHO ME BOTOU CONTRA O ESPELHO

 

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Birras diferentes vieram e me obrigaram a estudar sobre o assunto. Num curso rápido sobre neurociência, tive o maior aprendizado: descobri que as crianças têm uma espécie de “radar natural”. Por conta da plasticidade do cérebro, o recém-nascido constrói frenéticas conexões e comunicações cerebrais. Dessa forma, mesmo os bebês mais novos vivenciam grandes emoções e estão sempre atentos aos sentimentos dos adultos.

 

Por isso, o estado emocional dos pais tem grande impacto sobre o comportamento dos filhos e o nível de excitação deles. Resumindo: as crianças são espelhos dos pais, reproduzem desde expressões até sentimentos dos adultos. Se estamos irritados, ansiosos, tristes, impacientes...eles ficam também e, muitas vezes, traduzem essas sensações através das birras.

 

PASSE A SE OBSERVAR

 

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A melhor forma de confirmar essa teoria é observando o seu estado de espírito e as reações do seu filho. No meu caso, percebi que quando Pedro estava “irritado”, eu também estava fora do eixo. Quando ele estava agressivo, eu estava sem paciência. Ao identificar esses detalhes e tentar voltar ao equilíbrio, aos poucos, as “birras” dele cessavam. O meu marido passou a fazer o mesmo exercício.

 

ACOLHA A BIRRA

 

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Outra dica bem interessante é jamais partir para o confronto em situação de estresse da criança. Como ela estará em desequilíbrio, não irá te ouvir. Quando ela iniciar uma cena de birra, o melhor é:

 

  • Retirar a criança do local da birra;

 

  • Acolhê-la. Pode ser com um abraço, um beijo, um chamego;

 

  • Diga que você entende o fato de ela estar chateada;

 

  • Ajude a criança a identificar o sentimento que ela teve (raiva, medo, insegurança, etc) para que ela entenda o que causou o desconforto;

 

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  • Quando ela se acalmar, converse sobre o que aconteceu dizendo, por exemplo: você sentiu raiva porque não ganhou o brinquedo que desejava naquele momento. Mas nem tudo pode acontecer na hora que a gente deseja. Você promete não fazer isso da próxima vez?

 

Essa postura de acolhimento e de ajudar a criança a identificar as próprias emoções traz resultados incríveis. Comprovei isso na prática. Outro detalhe importante é avaliar a sua postura, enquanto pai ou mãe. Alguns dos livros abaixo podem te ajudar nesse processo. 

 

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Descubra no vídeo abaixo o passo-a-passo de ação diante da birra. Quem orienta é a especialista em neurociência e coaching familiar Rosalina Onimaru, que dá dicas incríveis para você manter o controle.

Clique nos links abaixo e veja as outras reportagens e vídeo da Série Emoções: 

 

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