Culpa materna: descubra a origem e como agir para desativá-la

Logo que voltei ao trabalho após licença maternidade do meu primeiro filho, muitas pessoas me perguntaram: você não sente culpa por deixá-lo na creche com apenas cinco meses de vida? Eu respondia que não porque havia escolhido um bom lugar e sabia que ele estava sendo bem cuidado. Além do mais, voltar à rotina e me envolver em assuntos diferentes dos da maternidade foi importante naquele momento.

 

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A PALAVRA “CULPA” CONTINUOU PRESENTE

A partir dali, passei a observar que a palavra “culpa” era presença constante nas conversas com outras mães.  Elas relatavam esse sentimento pelos mais diferentes motivos: passar menos tempo com a criança do que gostariam, agir de forma “equivocada” em relação à educação que davam, gritar demais com os filhos e por aí vai. No meu caso, experimentei esse sentimento quando perdi a paciência com Pedro nas crises de birra dele. Mais uma vez, os conceitos da neurociência me ajudaram a entender o motivo desse remorso.

 

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ORIGEM DA CULPA

 

Muitas vezes, a culpa está relacionada a um tipo de tratamento que recebemos na nossa infância e que, automaticamente, reproduzimos quando nos tornamos pais. Afinal, aprendemos que aquele era o jeito certo de agir. Por exemplo: pessoas que receberam uma educação muito rígida dos pais, tendem a dar o mesmo tratamento aos filhos. Se num determinado momento eles percebem que aquela conduta não teve resultado positivo ou causou o efeito contrário na criança, sentem culpa. Só que nem sempre os adultos percebem esse mecanismo.

 

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DESATIVANDO A CULPA

 

No meu caso, a culpa por “explodir” com Pedro em situações de birra, provavelmente, teve origem na forma como a minha mãe reagia comigo na infância. A partir desse entendimento, passei a agir diferente. Com base no que aprendi estudando o assunto, recomendo as seguintes condutas:

 

  • Ao sentir culpa, verifique o que causou esse sentimento perguntando: o que me fez sentir assim? Em quais momentos isso acontece? Investigar e entender o motivo do conflito emocional vai levá-lo a se conhecer melhor. Não raramente, a origem da culpa está em situações semelhantes vivenciadas na infância ou no seu sistema familiar;

 

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  • A segunda dica é não julgar. Como diz a especialista em neurociência e coaching familiar, Rosalina Onimaru, “você pode errar, basta consertar. A sua conduta foi a melhor possível naquele momento. Se você identificou que ela deve mudar, passe a fazer diferente sem se torturar pelo passado”;

 

  • Outra ação importante é conversar com sobre a situação com a pessoa envolvida, mesmo se for uma criança. Ela é capaz de compreender. Exemplo: filho, a mamãe não deveria ter gritado com você. Eu sei que isso te magoou e não foi legal. A partir de agora, vou fazer diferente.

 

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No vídeo abaixo, a especialista em neurociência Rosalina Onimaru dá explicações reveladoras sobre "Culpa", diz porque é fundamental deixarmos esse sentimento de lado e como é possível fazer isso. Clique e Assista agora.  

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