Segunda língua: crianças têm mais facilidade de aprender com menos esforço

Que criança tem facilidade de aprender qualquer coisa, não há como negar. Por isso os seis primeiros anos de vida, que fazem parte da Primeira Infância, são ideais para uma série de estímulos. Entre eles, o de incentivar a aprendizagem da segunda língua.

 

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Por que ensinar Segunda Língua nos primeiros anos

 

Nesse período a criança não questiona, apenas reproduz o que vê e ouve. Por isso, aprende de forma natural. A empresária, professora de inglês com formação em psicopedagogia, mestrado em leitura, literatura e aquisição de linguagem - Nívea Araújo - destaca que nessa fase a criança também não tem medo de errar, o que facilita a aprendizagem. Por isso quanto mais estímulo, melhor. E não há idade específica para isso. O indicado é apresentar essa opção o quanto antes. Quando você canta músicas em inglês desde cedo para a criança, ela se acostuma com a sonoridade, o jeito de falar e cantar, por exemplo.

 

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Evidências das pesquisas

 

Há estudos que comprovam a estratégia acima, denominada “Método Natural”, de autoria do americano Stephen Krashen e em prática desde 1980. Também é importante levar em conta que o nosso cérebro tem uma área responsável pela preparação e desenvolvimento da linguagem, chamada Área de Broca (região de formação de palavras). Quando a língua Inglesa é apresentada a crianças de 0 a 6 anos, o novo idioma assume o mesmo lugar da língua materna.

 

“Quando a segunda língua é introduzida mais tarde, essa parte do cérebro já está preenchida. Por isso as novas palavras ocupam outro espaço no cérebro, de segunda importância, digamos assim. O que explica a dificuldade de crianças mais velhas e de adultos em aprender uma nova língua”, esclarece Nívea Araújo.

 

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Os benefícios de uma nova língua

 

Quem aprende uma nova língua nos primeiros anos de vida, tende a respeitar e a valorizar mais o outro. Também lida melhor com as diferenças culturais, de hábitos e costumes. Existem, ainda, outros benefícios. Entre eles, estão:

 

  • Facilidade no processo de memorização
  • Desenvolvimento da linguagem de forma mais eficaz
  • Aprimoramento de habilidades referentes à resolução de problemas
  • Maior estímulo ao cérebro, desenvolvendo a criatividade, o raciocínio e capacidade de concentração

 

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Dica para pais que moram em outro país

 

Crianças que vivem em outro país vão desenvolver uma base gramatical e fonológica na escola. Portanto, a língua estrangeira será introduzida naturalmente no dia-a-dia dela. Nesse caso, é preciso empenho para preservar a língua materna e, consequentemente, as raízes culturais e tradições familiares. Por isso a professora de inglês Nívea Araújo orienta às famílias que vivem em outro país utilizar, em casa, a língua de origem. Se o casal tiver nacionalidades diferentes, cada adulto deve se relacionar com a criança na língua materna.

 

“Os pequenos são capazes de assimilar as diferenças. Principalmente na faixa etária de 0 a 6 anos, eles conseguem facilmente aprender duas ou três línguas simultaneamente. Dependendo do grau de conhecimento e estimulação da família, até quatro línguas são viáveis. A de origem é muito importante na formação da criança porque representa a própria identidade dela. Os pais não são eternos e, por isso, a criança precisa criar vínculos com os antepassados. Quem não passa por esse processo, poderá se sentir excluído no futuro”, finaliza a professora.

 

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